O setor privado se articula para tentar adiar a votação da proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 no Senado. Representantes de diferentes segmentos devem pedir ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que o tema seja analisado somente após as eleições, com o argumento de que o ambiente eleitoral aumenta a pressão e dificulta um debate mais técnico.
A movimentação reúne entidades da indústria, do comércio e de serviços, incluindo o setor de bares e restaurantes, que será diretamente afetado pela mudança. A avaliação é que a proposta vem sendo discutida sob forte cobrança nas redes sociais e com viés eleitoral, o que pode comprometer a qualidade das decisões.
Presidente da Abrasel, Paulo Solmucci afirma que o tema não deveria avançar nesse contexto. Segundo ele, não é adequado discutir uma mudança dessa magnitude sob pressão política. Ele também chama atenção para um dos pontos mais sensíveis da proposta: o curto prazo de adaptação para as empresas, destacando que seria difícil ampliar em cerca de 20% a força de trabalho em apenas 60 dias.
A proposta ainda está em tramitação na Câmara dos Deputados, com apoio do governo federal e do presidente da Casa, Hugo Motta. No Senado, Alcolumbre ainda não se posicionou publicamente, mas deve ouvir representantes de diferentes setores antes de decidir sobre o andamento da matéria.
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